17/04/2008

Monstra 2008

De 8 a 18 de Maio, decorrerá no Teatro Maria Matos e noutros locais, a sétima edição do Festival de Cinema de Animação Monstra, dedicado às curtas-metragens.
O país em destaque nesta edição é o Reino Unido, que apresenta cerca de 500 filmes, pretendendo fazer a maior retrospectiva de cinema animado inglês em salas portuguesas. Os estúdios Aardmane a exibição de “Yellow Submarine” vão estar evidenciados nesta edição.
Para a competição oficial estão seleccionadas 55 curtas entre as quais 10 são portuguesas.
Para os mais curiosos, fica aqui o site oficial do festival porque as informações que eu dei são muito breves.
Bom resto de semana.

O Homem Duplo

O canal “Hollywood” é extremamente interessante para ficarmos a conhecer os bastidores dos grandes filmes e não só.
Foi o que aconteceu comigo nas férias da Páscoa. Descobri um filme chamado “O Homem Duplo” (A scanner darkly) que me fez entrar na dimensão da rotoscopia digital e deixo-vos aqui algumas informações sobre o mesmo para o caso de quererem ver o filme.
O filme é baseado num livro de Philip K. Dick sobre as suas experiências e as dos seus amigos no mundo da droga e transporta-nos para o futuro, quando os EUA perdem definitivamente a guerra contra a droga porque esta se mistura com a guerra contra o terrorismo. Inseridos numa sociedade com segurança apertada, Fred, um polícia disfarçado com um novo sistema é um dos muitos agentes viciados na droga “Substância D” que causa dupla personalidade. Dedica-se a investigar os seus amigos mais próximos mas acaba por decidir capturar o traficante Bob (nome que utilizou no disfarce mas cuja personalidade acabou por desenvolver fruto do efeito da droga), embarcando num grande pesadelo. A divisão de um homem, entre o polícia e o traficante, acaba por afectar também a vida dos seus amigos viciados.
Aqui fica apenas uma breve apresentação da história, porque o que realmente pretendo destacar é a técnica utilizada para fazer o filme.
A rotoscopia digital é retomada por Richard Linklater depois do famoso Waking Life de 2001 e, de certo modo, enriquece a própria história, dando-lhe um ar mais moderno e extremamente misterioso, no qual os actores e os cenários são pintados digitalmente parecendo autênticos desenhos animados. São os tais universos paralelos, em que Fred parece estar envolvido e que lhe causam uma autêntica frustração. È quase um mundo imaginário que nos leva numa viagem pelo mundo futurista, em que a ficção se pode envolver com a realidade.
Segundo investigações que a Vera desenvolveu em aula, o programa utilizado para fazer o filme foi “Rotoshop”.
Só por curiosidade, a actual publicidade da “Uzo” é também baseada na técnica da rotoscopia digital.
Para mais informações sobre o filme podem ir a:

http://wwws.br.warnerbros.com/ascannerdarkly/

Fiquem bem…

80 azul

De vez em quando a Maia surpreende-nos com boas alternativas para os Sábados à noite.
Depois de no dia 5 de Abril ter sido apresentado o sucesso britânico “Control” de 2007, chegou ao cinema da Venepor, o filme “De tanto bater o meu coração parou”, do francês Jacques Audiard. “Walk the line” encerra as sessões de Sábado à noite, no próximo dia 19 de Abril.
Esta iniciativa pretende dar a conhecer uma geração de filmes em que a banda sonora é valorizada.
Ainda no espírito cinematográfico estão a decorrer três workshops, com um custo total de 65 euros, também aos Sábados (de 5 a 26 de Abril) das 9h30 até às 18h00. O primeiro designa-se por “Cinema Documental” e pretende garantir conhecimentos para a realização deste tipo de cinema, nomeadamente conhecimentos técnicos e artísticos mínimos necessários à compreensão e concretização dos processos de escrita, produção, registo e montagem de um documentário. O segundo é destinado à banda sonora, proporcionando conhecimentos técnicos e artísticos necessários à criação da banda sonora, através do registo e montagem do som. Por último, o workshop dedicado à escrita de guiões ensina a construir enredos, personagens e narrativas, sendo apresentadas as teorias e os elementos fundamentais da dramaturgia teatral e fílmica e uma série de exercícios e técnicas que envolvem o aluno nas histórias que cria.
O grupo de área de projecto com o qual trabalho, já tinha tido acesso a estas informações mas o preço dos workshops fez-nos desistir da ideia de participar, pelo menos no workshop sobre a banda sonora que seria o mais interessante para nós na fase do projecto em que nos encontramos.
Por isso, apesar de não nos servir de muito para agora, achei que iniciativas destas não nos devem passar ao lado e destinei-lhes um post.
Espero que os workshops estejam a correr bem porque posso comprovar que as sessões de cinema estão a correr lindamente.
Sem mais para acrescentar, fiquem bem.


Alternativas

Na última sexta-feira, não tivemos outra alternativa senão ir para as aulas, embora o tempo chuvoso nos tirasse um pouco da vontade.
Às sextas-feiras parece que entramos num mundo à parte, cheio de problemas com possibilidades remotas de serem resolvidos, e esta sexta não foi excepção.
Entramos na sala e desta vez a Vera era a prova da motivação, de PC debaixo do braço e pronta para começar a trabalhar.
Arranjamos forma de pôr o PC no sítio onde costumamos trabalhar e metemos mãos à obra.
A Vera mostrou-nos os avanços que fez com a rotoscopia digital e nós ficamos pasmados e ao mesmo tempo contentes porque temos uma boa alternativa para fazer o filme. A professora também gostou do resultado do trabalho da Vera e disse que nós podíamos fazer um filme mudo.
Um filme mudo… se calhar era uma boa hipótese. Já nos tinha passado pela cabeça e continua a entusiasmar-nos mas temos que seguir o nosso guião e escolher as partes que ficam bem com o cinema mudo para misturarmos várias técnicas mas de uma forma lógica.
Depois de nos dedicarmos a ver os avanços da Vera e também depois da troca de ideias que costumamos fazer todas as sextas começamos a trabalhar no que já é hábito.
Eu continuei a fazer os cenários mas só consegui adiantar a janela da cozinha (não se riam). Mesmo assim fiz algumas experiências que enriqueceram os meus conhecimentos no Sketchup.
O André, para não variar, esteve a fazer animações no POSER. Desta vez o computador não desligou, mas ele também não conseguiu acabar de guardar a animação que fez e, por isso, perdemos mais uma boa animação. Mas porque é que os computadores têm que ser tão lentos…
A Vera dedicou-se a mandar e-mails para descobrir mais coisas sobre possíveis programas a utilizar. Também esteve a ver alguns tutoriais e esteve ainda a fazer experiências com a rotoscopia digital, enquanto tentava encontrar o programa que foi utilizado para fazer o filme “O Homem Duplo” (todo feito com recurso à rotoscopia digital).
O nosso site está pronto mas como estava muito vazio, decidimos trabalhar em elementos para acrescentar.
São bons avanços mas infelizmente estamos a ficar mesmo sem tempo e as experiências têm que começar a ser raras porque temos que passar à acção. Temos que escolher as técnicas que vamos utilizar e fazer com que funcione senão não vamos ter nada para apresentar no Festival da Universidade Católica.
Pois é, já me esquecia, comprometemo-nos a participar num festival que se vai realizar na Universidade Católica do Porto destinado a todas as áreas de projecto das secundárias do Grande Porto. E nós prometemos e cumprimos.
Esperemos conseguir mesmo ter algo para apresentar no próximo dia 6 de Maio.
Até sexta :~)

08/04/2008

Regresso depois dos chocolates

Pois é, depois de uma Páscoa sem fazer nada, ou melhor, só a comer chocolates, estava na altura de regressar às aulas.
Como já tem sido habitual, estou aqui para fazer um relato geral do que foi a nossa última aula.
Entramos na sala e começamos por pôr a professora a par do que já temos feito e do que falta fazer. De facto, já temos o site concluído, mas o filme... Desgraça total.
Pois é, este é o período de todas as decisões, porque o filme tem que estar concluído e nós devíamos ter algo do 2º Período para além de alguns cenários e de algumas animações.
Como parece que o POSER é demasiado profissional e não nós dá liberdade para a criação de personagens, para além de ser incompatível com o Sketchup (dos cenários) decidimos, com a ajuda da professora, que estava na altura de procurar possíveis programas que pudéssemos usar como alternativas.
Começamos com o SwishMax, que nos foi aconselhado pela professora. Vimos alguns tutoriais, mas muitos deles não foram muito objectivos, ou seja, o suposto é aprender algo de novo com os tutoriais, mas aqueles que vimos não nos trouxeram grande ajuda.
Nesta aula, o André continuou com as animações, mas os computadores da escola às vezes desligam sem razão aparente e como ainda não tínhamos guardado a animação, ela...puff (foi-se).
Eu continuei a fazer os cenários, mas a minha especialidade deixou de o ser, uma vez que a Vera já sabe trabalhar muito melhor no Sketchup do que eu. Mas lá estive eu a tentar fazer o resto dos cenários e a tentar que eles parecessem um conjunto e não peças partidas e espalhadas.
Quanto ao site, como eu já mencionei no início, está concluído, mas ainda estivemos a dar uns retoques na barra de scroll e corrigimos alguns erros ortográficos.
Lá para o meio da aula, fomos chamados para falarmos com a professora sobre as avaliações, e só para que fique registado, estamos todos a fazer óptimos progressos.
Foi uma aula particularmente difícil para mim porque senti que a Vera e o André estão a ficar desmotivados e com razão, porque afinal ainda nos falta fazer imensas coisas e não temos quase tempo nenhum.
Espero para a semana dar boas notícias.
Até sexta.

09/03/2008

Finalmente!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Depois de semanas a adiar nós conseguimos FINALMENTE ir ao ANIMAR 3 em Vila do Conde.
Dia 5 de Março, quarta-feira lá fomos para o metro, por volta das 14:30, mas chegamos a Vila do Conde quase uma hora e meia depois.
Como bons portuguesinhos que somos, chegamos lá e não sabíamos qual era o caminho a seguir. Por isso (benditas aulas de orientação) perguntamos num café direcções e depois voltamos a perguntar numa livraria e lá chegamos ao ANIMAR.
Expectativas antes de ir: deve ser uma coisa em grande, porque o tema é apelativo e deve ter lá alguém a quem pedir informações necessárias à elaboração do nosso projecto, blablabla.
Realidade: chegamos lá e tínhamos o electricista à porta a controlar uma televisão, de resto, tirando a senhora que estava numa biblioteca ao lado, aquilo estava literalmente às moscas.
Mas a realidade não nos meteu medo e lá fomos nós visitar os espaços que eles tinham disponibilizado. O espaço principal dava um destaque especial ao filme "A Suspeita" de José Miguel Guilherme, onde podíamos observar os cenários e também as personagens que fazem parte deste filme, que reparamos que eram demasiadamente grandes quando comparadas às marionetas dos outros filmes.
Nesta sala ainda havia destaque para as curtas "O elefante" e "A sardinha". Estes dois filmes já se baseavam muito no desenho e na sequência dos mesmos, ao contrário de "A Suspeita" que tinha cenários e personagens com dimensão.
Seguindo por um corredor, podíamos ir por duas vias, ou a sala do "Sexto Andar" ou a "História de um caramelo".
Optamos pelo caramelo onde numa parede estavam todos os passos que foram tomados na construção das personagens, dos cenários, etc. E encontramos o nosso filme, porque este era todo feito em 3D. (Obs. demorou dois anos a fazer e diariamente trabalhava-se em 12 computadores ao mesmo tempo. muito parecido com a nossa situação, claramente).
Depois fomos até ao "Sexto Andar" que é um videoclip dos Clã, onde as personagens são desenhadas a tinta e carvão, mas onde os cenários são feitos de colagens, sobreposições de diversos materiais, incluindo fotografias, desenhos, etc. Uma parede inteira estava coberta de imensas fotografias que retratavam as várias fases do projecto.
Por fim, paramos na sala mais ampla. Nesta sala destacava-se o filme "LA LUPE I EN BRUNO" e o "Jantar em Lisboa". O "Jantar em Lisboa" era todo baseado em técnicas tradicionais, onde todas as personagens, todos os cenários eram desenhados à mão, e tudo conjugado pretendia valorizar o espírito e a concepção da BD original. Realmente dava para ter noção do trabalho que este projecto deu.
Mas, sem dúvida o que eu mais adorei foi a curta "LA LUPE I EN BRUNO", porque era simplesmente espectacular. Pensar que foi feita fotograma a fotograma, que as personagens eram feitas de madeira moldada, internamente construídas de metal articulável, que os cenários eram maquetes em madeira, etc., é fenomenal. Vi esta curta duas vezes e não me arrependi em nenhuma das duas. Um filme só com uma música de fundo, dois personagens e um cenário simples e com muito sentido de humor.
Depois desta sala fomos embora e concluímos que não cumprimos nada do que a professora de Área de Projecto queria que nós fizéssemos, porque entrevistas só se fosse às personagens, e ajudas....
Contas bem feitas, viagem - hora e meia, jornada a pé até ao ANIMAR - 10/15 minutos, visita ao ANIMAR 3 - 20 minutos.
"Valeu a pena? Tudo vale a pena" by FP.

06/03/2008

Última aula com balanço

Na última aula de área de projecto, procedemos às apresentações orais de cada grupo, para ficarmos a saber o que cada um já tinha conseguido realizar.
O primeiro grupo a apresentar foi o da Moda, que, para mim, é o grupo mais adiantado de todos. Apresentaram já alguns resultados e outros nós pudemos ver, como o desfile de Carnaval e o que fizeram para o dia dos namorados. De facto, penso que a coordenação do grupo tem sido muito boa e o trabalho tem vindo a ser bem desenvolvido.
O segundo grupo foi o da Domótica, que mais uma vez se apresentou em força, apesar de só ter dois elementos. O trabalho está bem estruturado desde o inicio, por isso, não é dificil para esses elementos, desenvolverem o mesmo. O facto é que o primeiro objectivo é impossível de alcançar, mas eles não desistiram e têm-se mantido bastante activos. Mostraram-nos alguns dos cartazes que já desenvolveram sobre a sua àrea (Domótica) e falaram-nos das várias parcerias que já estabeleceram com empresas. Estão de facto muito activos.
O grupo do Modding mostrou o projecto do que pretende fazer com um computador (um aquário sem peixes) e verificamos que a maior parte dos problemas que eles têm tido têm a ver com os materiais que eles precisam de arranjar para executar o trabalho. Neste campo, um elemento do grupo da Moda ofereceu o seu contributo.
O grupo da Música parecia estar um pouco perdido no 1º período mas encontrou o rumo e está também na máxima força a trabalhar no seu projecto. Têm algumas dúvidas quanto aos DJ's que contactam, não sabendo muitas informações sobre os mesmos, mas já desenvolveram algumas entrevistas e já têm um plano mais ou menos definido.
O grupo da Robótica também andava um pouco perdido no 1º período, mas graças a umas ajudas extras conseguiu arranjar as peças do robot e já nos mostraram que apesar de não serem muito organizados, conseguem chegar a bons resultados. A parceria com o ISMAI é muito boa para eles, que sem esta não conseguiriam ter as peças para montar o Robot. Têm vindo a estabelecer contactos com pessoas importantes na área da Robótica em Portugal e fizeram questão de mencionar que estão a pensar trazer um elemento para dar uma palestra na nossa escola, ou pelo menos para falar da sua experiência.
O nosso grupo, foi o último a apresentar e conseguimos uma grande coordenação entre todos os elementos, transmitindo os resultados que já obtivemos até agora na área do Cinema de Animação. Penso que o nosso powerpoint estava bastante objectivo e defendo que o nosso grupo é o mais autónomo de todos na Área de Projecto de Informática.
Por fim, quero só referir que todos os powerpoints estavam com uma selecção de informação muito pertinente e que estas apresentações orais são muito importantes para que todos os elementos da disciplina compreendam o que é que os restantes grupos têm desenvolvido.